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Paulo Della Nina
Artista Convidado 

Meu nome é Paulo Della Nina, artista autodidata.


Sou mais um paulistano, nascido na rua Melo Alves – bem próxima à Avenida Paulista – no ano em que se comemorava o Quarto Centenário da cidade de São Paulo; no dia e mês em que se comemorava a Proclamação da República, portanto sempre num feriado nacional... Sendo assim, no indicativo presente do verbo “feriar”, eu “ferio”.


Faço desenhos e pinto possibilidades experimentais em suporte de esculturas em madeira, painéis e tela com aplicação de tinta acrílica.


Como um autodidata assumido, não saberia dizer como, onde, quando ou o que aprendi. Na verdade, foi necessário desaprender para saber usar o repertório experimental que vivi e vivo em prol do meu trabalho criativo.


Considero o que faço em arte importante e ao mesmo tempo despretensioso: busco perguntas, problematizações, errâncias e desvios como alimento. O relato visual resultante desde que no momento é e será meu penúltimo trabalho, não dirá nada do que foi nem do que será. Procuro a junção do momento mágico e potente do agora com o instante de um olhar.
Faço arte como se fosse para salvar uma vida, talvez e provavelmente a minha.

Paulo da Silva Della Nina nasceu em 15 de novembro de 1954 em São Paulo (SP), onde vive hoje. Cursou do Primário ao Colegial no Liceu Eduardo Prado, e técnico em Edificações no Colégio Objetivo. Iniciou o Ensino Superior em Administração, Matemática e Geografia pela PUC Campinas.


Durante a década de 80, criou logomarcas, produziu painéis e vitrines para lojas, estruturas para eventos e cenários para teatro, além de ilustrações e capas de livros para a Gráfica e Editora São Paulo. Trabalhou com serigrafia, fotolitos e fotografia em laboratórios próprios, e desenvolveu esculturas em ferro, vidro, madeira, cimento e barro. Também fundou a Escola de Arte Espaço Criador, onde crianças trabalharam com tinta, barro, fotografia, dança, teatro e música.


Na década de 90 fundou e trabalhou na Gráfica Kit Caderno, produzindo cadernos e apostilas em minutos, incluindo imagens autorais; pelo empreendimento foi reconhecido em publicações no Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, e como capa da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. Paralelamente, seguiu com a produção de logomarcas e cenários, entre eles estandes para grandes grupos internacionais na ECO 92. Seguiu produzindo esculturas e pinturas a óleo sobre tela.


Nos anos 2000, abriu o bar Cerveja Gelada no bairro de Pinheiros em São Paulo, onde músicos da Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo se apresentavam com Jazz e Blues. Neste espaço acontecem intervenções de artistas de teatro, mostras de esculturas e pinturas. Aos sábados e segundas conversas com jornalistas, mestres do meio artístico, intelectuais, poetas, filósofos, tudo aberto ao público. A Rádio Bandeirantes faz uma programação ao vivo no Bar. Troca as pinturas a óleo sobre tela pelo acrílico.


Nos anos 2010, produz em seu atelier arte em papel, madeira, ferro, vidro, e acrílico sobre tela. Participa de cursos com Nelson Nobrega, Lucia Suanê, Edgar Basile, Lucia Caldas, Fabio Mesquita Sampaio, Patricia Saraceni, Roberto Tortoreto, Isabella Prata e outros mestres. Se forma em Art Business pela Escola São Paulo. Expõe sozinho e com grandes artistas em galerias no Brasil e pelo mundo (Londres, Paris, Japão, Portugal e Espanha), como Galeria Vértice, Galeria 3058-A, Galeria Artefato Porto Alegre, Centro Cultural Banco do Brasil- SP, Clube Pinheiros, Cine Sesc Augusta, Mezanino Parque do Ibirapuera, Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Saguão WTorre, acervo Gusmão & Labrunie, Galerie Le Génie de La Bastille, Escuela de Pintura y Galeria ARA, Embaixada do Brasil em Madrid, entre outros. Recentemente foi premiado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo como 1ª menção honrosa por seus trabalhos.