© 2019 - Revista Literária Pixé.

  • Facebook

Oscar Araripe
Artista Convidado 

BIOGRAFIA

 

Oscar Araripe ( Oscar de Alencar Araripe Ferreira) – Rio, RJ, 19 de Julho de 1941.

Bacharel em 1980 pela Faculdade Nacional de Direito, ex-diretor do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), foi suspenso e teve sua diretoria cassada, em 1964. Em 2016 teve seu mandato e de seus colegas devolvido simbolicamente em sessão solene no Salão Nobre da FND, em evento organizado pela Associação dos Antigos Alunos da Faculdade Nacional de Direito. 
Oscar Araripe, aos 78 anos, é um dos artistas mais consagrados e renomados do Brasil. É pintor profissional e desenhista, escritor, ensaísta, crítico e teórico de Arte e Cultura, arte-educador, periodista e animador cultural.


Ganhou bolsa de estudos na Universidade de Harvard, USA, em 1966 e 1968, e na Universidade Pro-Deo, de Roma, em 1969.


Publicou a trilogia literária, Maria, Marta e Eu, alentada prosa com mais de 500 páginas (Editora Rocco, Rio, 1975 / Editora Marco Zero, Rio, 1986), analisada criticamente por Antônio Houaiss, Eduardo Portela e José Paulo Moreira da Fonseca -, e o ensaio China, o Pragmatismo Possível, Editora Artenova, 1974, alcançando grande sucesso. Sobre sua trilogia literária, assim escreveu Marcelo Rubens Paiva, na Revista Veja, em agosto de 1983: “Uma carta de amor à natureza e, sobretudo, às mulheres”. De fato, sua narrativa, poeticamente, já no início dos anos 80, pugna pelo respeito à natureza e pela valorização das mulheres, em todos seus aspectos.


Jornalista cultural no Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Última Hora, editou, com Augusto Rodrigues, o jornal Arte e Educação.
É membro fundador da INSEA (1974), a Sociedade Internacional de Educação Através da Arte.


Autodidata, introduziu na Pintura a vela náutica de poliéster como suporte (1984), o film laser (como substituto do papel vegetal, onde também inovou) e desenvolveu técnicas próprias, como as transparências obtidas pelas pinturas por trás dos suportes, o uso dos markers e da aquarela acrílica. Tais inovações permitiram-lhe, inclusive, expor permanentemente ao ar-livre grandes telas, com estruturas de ferro como moldura, levando a arte da pintura às grandes multidões. Sua obra Extinção Nunca Mais, por exemplo, exposta durante a Conferência das Nações Unidas, Eco-92, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, atingiu público estimado de dois milhões.


Para se ter tenha uma ideia da importância da introdução da vela nautica poliester e do film laser, diga-se que em toda a história universal da Pintura foram usados apenas 6 suportes, a saber: a pedra, a parede, a madeira, o papel, o vidro/porcelana ou cerâmica e a tela de linho ou algodão. Araripe introduziu, assim,  comprovado e pioneiramente, mais dois novos suportes à Pintura. Some-se a isto a grande durabilidade e beleza da vela náutica poliéster e do film laser, o fato de não contraírem fungos nem provocarem craquelê e ainda permitirem exposições permanentes ao ar-livre, levando a arte da Pintura à centena de milhares de pessoas, e constata-se a grande contribuição do artista à arte da Pintura.


Recentemente, em abril de 2019, além de realizar palestra e quatro exposições, a convite, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Araripe realizou workshop com os alunos de arte daquela importante instituição sobre como pintar na vela náutica poliéster. Por dar um destino nobre a este material, teve o apoio e o reconhecimento de seu pioneirismo pela Dimension Polyant, a maior fabricante de velas náuticas do mundo.


Vale destacar aqui o depoimento do próprio artista sobre seu autodidatismo na Pintura: “Na década de 1940, eram raras as imagens, principalmente de pinturas. Os mais belos quadros, portanto, eu vi nas histórias em quadrinhos. Aprendi minhas pinceladas fazendo e soltando pipas. Minha imaginação nasceu com o Carnaval do Rio de Janeiro, com os balões de São João dos subúrbios cariocas e com as bolas-de-gude da minha infância, no bairro proletário do Encantado, onde, menino, sonhador, via universos coloridos em “olhinhos” de vidro, girando como um pião, e que eu podia jogar e quebrar, com toda a destreza e vigor”.
Pintor de flores, paisagista, marinista, realista e subjetivo, possui vasta obra, em fase de catalogação pela Fundação que leva seu nome. Sua obra de pintura e desenho, inovadora, alegre e vivaz, mereceu a atenção crítica de Frederico de Moraes, Pierre Santos, Sérgio Paulo Rouanet, Jean Boghici, Luiz Galdino, Mário Margutti, Milton Ribeiro, Fernando Lemos, Alberto Beuttenmuller, Tertuliano dos Passos, Marylka Mendes, Wilson Lima, José Roberto Teixeira Leite, Oscar D’Ambrosio, Enock Sacramento, Antônio Ceschin e Jacob Klintowitz, entre outros. A destacar-se ainda sua obra Os Pilares, de 1.200 imagens, e seus bicos-de-pena sobre Tiradentes e São João Del Rei, Ouro Preto, Bahia e Ceará, assim como seus eróticos, de grande pureza, e seus cobiçados jarros de flores, de grande alegria e frescor. Recentemente vem apresentando suas Iluminuras florais e paisagísticas sobre o film laser, muito apreciadas também. Retratou três heróis brasileiros: Tiradentes, Bárbara de Alencar e Tristão Araripe, os dois últimos seus parentes. 


É citado na Bibliografia do Grande Dicionário Aurélio e verbete na Enciclopédia da Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho. Figura na Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais.


Realizou quase uma centena de exposições, majoritariamente individuais, no Rio, em Minas, na Bahia, em Brasília, no Ceará e em São Paulo. Expôs nos Estados Unidos, França, Espanha, Eslovênia, Grécia, Cuba, Reino Unido, China e México. Possui galeria pessoal em Tiradentes desde 92, e é instituidor, com outros, da Fundação Oscar Araripe / www.oafundacao.org.br


Presentemente escreve Minha Vida de Pintor, que disponibiliza em seu site www.oscarararipe.com.br,  onde apresenta suas ideias sobre a pintura, a literatura e a vida em geral. Através de seu site realiza regularmente, e gratuitamente, há mais de trinta anos, oficinas de pintura com crianças (Arte para Salas de Aulas) de escolas públicas e privadas de todo o país. Seu site recebeu a visita, aferida, desde 1999, de mais de 10 milhões de pessoas.


Em 2010 expõe na Bienal de Chapingo, no México e seu mural Flores para o Rei-Poeta Netzahualcóyotl é entronizado em caráter definitivo no Centro de Formação Artística e Cultural da Universidade Federal Chapingo, ao lado da bela capela pintada por Diego Rivera.


Em 2011 expõe Flores na Galeria Manuel Bandeira da Academia Brasileira de Letras, no Rio, apresentado por Sergio Rouanet e Alexei Bueno -, e publica o artbook Oscar Araripe: capa dura, 030x030cm, bilingue, 348 páginas, com cerca de quatrocentas imagens, textos do autor e fragmentos críticos de renomados críticos e intelectuais brasileiros e estrangeiros. Ainda em 2011 é entrevistado por George Vidor e Guto Abranches na Globo News, com audiência aferida de cerca de 60 milhões de pessoas. Realiza ainda, com Sergio Rouanet, palestra na Academia Brasileira de Letras sobre o Centenário do grande crítico literário Tristão de Alencar Araripe Jr.


Ainda em 2012 é convidado pelo Ministério da Cultura da China e pelo Comitê Olímpico Internacional para expor na Creatives Cities / Olympic Fine Arts2012London, no Barbican Center / Museu de Londres, Inglaterra, onde lança seu artbook internacionalmente, e ganha Medalha de Ouro com sua tela As Flores abraçam o Mundo. A obra premiada passa a figurar no Forever Memorial das Olimpíadas, em Londres.


A 11 de abril de 2013 inaugura a exposição Flore na Galerie Teodora, em Paris, França. Entre os presentes, Jack Lang, Ministro da Cultura da França, no governo de François Mitterand.


Em 2014 passa a expor permanentemente na Galerie des Glaces, em Nantes, França; é agraciado com o conjunto de medalhas Pedro Ernesto, maior honraria do Município do Rio de Janeiro e ganha Prêmio de Aquisição na 1ª Bienal das Artes, de Brasília, DF, com a obra Flores com Borboletas.


Ainda em 2014 recebe, em Paris, a centenária Medalha de Ouro Arts, Science et Lettres, uma das maiores condecorações da França e a Medalha Cidade de Buenos Aires, ofertada pela administração local.


Em 2016, ganha o Prêmio de Aquisição na exposição Aomei Fine Arts Exhibition, no Museu Histórico Nacional, exposição oficial das Olimpíadas Rio-2016, organizada por várias entidades culturais chinesas e russas. Na ocasião profere palestra sobre as relações culturais Brasil-China.


Cidadão Honorário de Tiradentes, MG, onde mora e tem estúdio desde 1990, é fundador do Instituto da Liberdade Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e da Academia de Letras Jurídicas de São João Del Rei e Tiradentes.


Seu díptico Tiradentes, o Animoso Alferes (3 metros de altura por 3 metros de largura), pintado para o Bicentenário da Morte do Herói, em 1992, foi exposto no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, no Museu da República, no Rio, no Fórum de Tiradentes, MG, na Praça Tiradentes, em São João Del Rei, MG, na Universidade Federal de São João Del Rei, MG, na Câmara de Mariana, MG e na Fundação Oscar Araripe, em Tiradentes, sendo uma das imagens mais conhecidas do mártir. 


Araripe recebeu ainda a Medalha Tiradentes, maior honraria do Legislativo fluminense e o título de Cidadão Honorário de Minas Gerais, em bela e significativa solenidade no plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Seu mural Tiradentes, o Animoso Alferes (versão Rio) foi entronizado em caráter definitivo na Faculdade Nacional de Direito, por ocasião do centenário do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), em comemoração ao Dia Nacional da Liberdade, a 12 de novembro, data do batismo e nascimento do herói. Nesta oportunidade foi agraciado com o Diploma e a Medalha da Comenda da Resistência Cidadã, da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ.


Em 2017 Seu painel Tiradentes, o Animoso Alferes, versão Ouro Preto, é entronizado no hall principal da nova sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Na ocasião a Memória do Judiciário publica o catálogo Oscar Araripe e a Confraria Filmes produz o documentário Os Tiradentes de Oscar Araripe. O rosto do herói figura numa das faces da Medalha da Comenda da Resistência Cidadã, ofertada anualmente no Salão Nobre da Faculdade Nacional de Direito pela Alumni-FND em parceria com a Fundação Oscar Araripe e apoio de significativas entidades do Direito e da Justiça.


Ainda em 2017 recebe a Medalha da Comenda Lyda Monteiro da Silva, da CAA Vanguarda /OAB-MG e participa da exposição #ArteLiberdade na Fachada Digital da UFMG, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e depois em Atenas, Grécia, em evento patrocinado pela Embaixada do Brasil local.


Oscar Araripe é Diretor Cultural da Associação dos Antigos Alunos de Direito da UFRJ - Alumni /FND e da Artes, Ciências e Letras / Sociedade Acadêmica de Incentivo à Educação Jurídica e Republicana de São João Del Rei e Tiradentes e Conselheiro Emérito do Conselho de Minerva da Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ.


Em 2018 é homenageado pela Bienal das Artes de Brasília como Convidado de Honra, e expõe O Brasil Nunca Mais o Brasil.
Em julho ganha o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto, cidade histórica Patrimônio da Humanidade.


Em abril deste ano, a convite, expõe Flores para Harvard no Harvard Science Center, no Massachusetts Institute of Technology, no Art Studio da Leverett House e no Harvard Club de Boston. Realiza palestra no Theatre Auditorium da Leverett House e realiza workshop com os alunos de arte de Harvard sobre como pintar na vela náutica e no film laser. O mais tradicional e importante jornal de Harvard, o Harvard Crimson, publicou com destaque entrevista com Oscar Araripe: https://www.thecrimson.com/article/2019/4/12/leverett-art-exhibit/

Setembro de 2019
Contato: 32 98876 1148 e 32 3355 1148
Mais informações: www.oscarararipe.com.br  / www.oafundacao.org.br 
Facebook: Oscar Araripe