Manoel Edivan 
É poeta e historiador. É graduado em História pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Mestrando em Ensino de História (ProfHistória) pela Universidade Federal do Mato Grosso. Atualmente atua como professor pela rede pública do Mato Grosso. Inclinado à escrita desde criança, Manoel também é fã de Pink Floyd, o que lhe rendeu um alter ego, Manofloyd.

REGRESSO

Ainda bem que desceu sobre mim a enfermidade, 

ao fenômeno animalesco que subia em erupção. 

Quieto estou, vestido velho!

Foi quando decidi despir o outro lado da jaqueta.
E colidiu a borboleta com o tempo, 
numa metamorfose reversa, desenhos na TV.

A supressão da vigília já passa das 10:00, 
acnes voltam a colorir a faceta que outrora era ruga.

Tempo! Vestido velho! Vestido inverso!

E o lado intra do mal que quer tirar de mim uma Mafra, 
ao surrupio de meu labor social, 
não terá na borda dos escritos de minhas tristezas o dourado de que possa contribuir.
Nem ao externo que vem e suga, nem ao mais íntimo que guarda tristezas profundas.

Tempo! Vestido velho! Vestido novo!

E esse mesmo tempo me dirá que o sabor de Cronos depõe a qualidade das coisas. 
É a timidez da lua com o sol à aurora, apesar de sorrir nos momentos de “luz de deus”.

Tempo! Vestido velho! Vestido inverso!

© 2019 - Revista Literária Pixé.

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