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Lorenzo Falcão
Lorenzo Falcão nasceu em Niterói (RJ), mas virou cuiabano. É jornalista com experiências em artes, notadamente, a literatura. Lançou “Motel Sorriso” (contos - 2002), “dIFERENTE” (poesia - 2005), “mundo cerrado” (poesia - 2011), “Duplex...”, parceria com Fátima Sonoda - in memoriam (contos - 2018), “distribuidora falcão” (poesia - 2018) e “abobrinha” (poesia - 2021). Desde 2010 tá na internet com o site tyrannusmelancholicus.com.br

NOVO MUNDO

o mundo é demais de grande
e nem sempre consigo
um poema conciso:
eu e minha glande

eu homo erectus são
em estado de sublimação
como américo vespúcio
capa espada e prepúcio

pra cantar o mundo novo
desde o começo,
cristóvão colombo e o ovo
agasalhado no ceço

nos píncaros do caralho
tal e qual um espantalho
o marujo vê e grita:
terra à vista!

 

 

 

 

 

 


VELHO MUNDO

sigamos todos cantando
aqueles nossos versos
ainda não publicados
nem de vez em quando
e dispersos

bradamos em conjunto
desde o velho mundo
o nosso jeito diferente
de ser gente
daqui ou dali

somos a poesia contida
desde o grito primordial
do homem das cavernas
a lamber aquela ferida:
nosso instinto animal

o mundo está velho
e cravamos nele a nossa parte
desde sempre:
o verso metendo o bedelho
na história da arte