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MORTE

De incerto modo, 
Amar,  mata.
Fez-se claro...
Amar não é vida, é morte
A morte cristaliza as coisas
E amor é cristal em cortes.

Cristalizar-se é estatuar a vida
Não respirar... Não falar... Não andar... 
Quem ama é estátua,
Estátua sofre...
Em branca pele não respira,
Imóvel, não enxerga o amor que passa em cofres

Eu sou estátua
Todas as indiferenças foram cravadas em meus braços,
(Sou estátua, rígida, pesada, meu amor passa por mim mas nem existo)
Sou lixo, sou nada,
Sou o frio em pedaços.

Marcelina Oliveira

Reside em Sinop (MT) é graduada em Letras e Turismo, pós graduada em Literatura Brasileira e mestre em Estudos Literários pela Unemat. Participou da publicação de duas coletâneas: uma de contos Ângulo Bi (2002) e outra de poemas Mulheres Reunidas. Em 2012 publicou Poemas Nus pela Carlini & Caniato.

Se eu pudesse estar em dois mundos
Se eu pudesse ser duas pessoas
Se eu pudesse falar de mandarim...

Eu existo em dois mundos
Eu sou tantas caras, fétidas máscaras
Eu entendo tua fala

Não me jogue fora, me tenha
Me dê o presente preso em acústicos laços vermelhos
Escute o estranho coração, que não sabe envelhecer o que trucida a alma e queima o estômago.
Me ensine a engrossar mingau de aveia...

SOCORRO