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Helena Werneck

Cuiabana, formada em Secretariado no IFMT, e vencedora do prêmio de literatura de Mato Grosso de 2017 categoria revelação com a obra de título “Nu”.

AMOR

Amar é coisa de idiota
De macrobiota
De patriota
Gaivota, gaiota
De poliglota
Maneta, manota
De beijo, bicota
E eu não sou nada disso
Amar é uma estupidez
Uma gravidez
Uma inlucidez
Uma insensatez
Um avestruz 
Uma sordidez
E eu não compactuo com isso
Amor é uma barbaridade
Uma calamidade
Uma peculiar peculiaridade
Uma alcatéia
Uma adversidade
É coisa sei lá, da terceira idade
Uma boemia, uma vaidade
Prefiro mesmo é noite de lua cheia na grande cidade
Um vinho tinto, ou branco
A felicidade
O riso torto
A diversidade
Qualquer coisa mais amena
Que engrandeça essa minha helena
Adormecida dentro de mim.

ESSÊNCIA

Somos um amontoado de coisas velhas e usadas
Risos que ecoam pra sempre
Lágrimas que banham os rios do mundo
Histórias antigas 
Medos coerentes e outros nem tão coerentes assim
E no fim uma camada tênue do que realmente somos

Pó de pirlimpimpim.