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Caio Augusto Ribeiro  
É ator e diretor inscrito pelo DRT 0000651\MT. Começou os trabalhos como ator em 2009. Autor do livro “Porão da Alma” (clube de autores), Colecionador De Tempestades (Carlini&Caniato) e Manifesto da Manifesta (Carlini&Caniato), diretor do curta-metragem Réqueim Para Flores (2017). Fundador do coletivo de artes hibridas Coma A Fronteira. Atualmente desenvolve trabalhos levando poesias e processos criativos para as escolas e faculdades. Realiza oficinas voltadas para produção poética, arte urbana e teatro. Mas no fundo, prefere passar o dia no jardim olhando folhas e formigas.

TWO SEE

Para te mostrar
Como eu vejo
O quanto de desejo
Eu carrego ao 
Olhar
É preciso 
Um espelho
Instalado na
Retina
Do seu 
caminhar

ver onde meu olho
olha
precisar o quanto
minha íris
molha
só de
se espalhar

Para te mostrar
como eu vejo
o quanto de segredo
eu carrego ao
tocar
É preciso
um martelo
martelando as
quatro paredes
do
terceiro andar

pra te avançar
é preciso
dar um 
passo e voltar
pra trás.

POETAGEM FUTURISTA III

descrer
aquilo que descreve
distanciar tanto
o pensamento da língua
a nação balbucia
o absurdo
da bajulação

expandir a língua
ao ponto
de mãe ser também filha

pronomes como
formas de
materialidade
da alma

gênero como
artificio
do amanhecer

casa como cidade
cidade como casa


não há carros
não há vagas

todo espaço
seja de transfigurar

estética não
estática

engenharia reversa no espírito
para viagens mais aceleradas

medicina
sonora
por meio de
fones de
olvido.

o futuro é
antiontem

© 2019 - Revista Literária Pixé.

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