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André Siqueira

É poeta residente em Jacareí, interior de São Paulo. Já publicou poemas em várias antologias, revistas, jornais e sites de literatura. Publicou de forma independente dois livretos intitulados “Quase Ontem” e “As manhãs fechadas”. Cursou a faculdade de Letras, porém sem concluir e atualmente faz Pedagogia, além de participar de eventos literários, oficinas de poesia e demais trabalhos.

TÉDIO RESSENTIDO

Todavia estivera adormecido entre porcarias.
Brechó na beira da estrada que não te alcança.
Esfinge selvagem tomei consternada, numa
certeira desolação de abajur.
Quebre a luz, meu bem, porque mil febres
explodem - não posso mais! - nesse regaço
sem vintém!

BON VIVANT NEM TÃO BOM

Que vida mais zoeira

parece perfil fake por aí
pelas tantas conduzo-me
mormente teço-me na tragédia
desse punhado de gente
deixo de bobeira subo pela
ladeira decotada
defumo a alegria
da batucada de néon 
apesar dos azares colo
na brincadeira do som

CITY PÓS 30

Carros entre correrias
bancos entre reféns
comprar ralar violentar.

Uma mulher vai rápida.
Um assalto vai normal.
Um infante vai cauterizado.

Veloz... os celulares olham.

Aff tô online besta, sem Deus.

DELITO

meu morro não é pacificado
trafico versos degradados
tiroteio nos mamilos
crimes de paixão
meu morro é verso sem padrão
esfumaça o tesão

tiro tiro tiro
fissura da manhã
espera coração!